Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
E aqui vai O link da Entrevista

Antonio Barreto em entrevista à jornalista Helena Garrido em 17.12 p.p, Jornal de Noticias... dez mil processos. sem "fim". . mas q custos terão todas estas inoperacinalidades no bolso de todos nós?  

 

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=401029

 


sinto-me: como a Se de Lx

publicado por desanuviar às 10:25
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Antonio Barreto

 Fala A.B. nesta entrevista ao Diario Economico sobre Justiça. Compara a sua eficácia com a do Estado Novo. Grande celeuma, grande "gritaria", grande escandalo.. Num percebo sequer porquê! É óbvio para mim q não enaltece  o regime de há trinta e tal anos, pois começa por se distanciar de justiça/ regime/pide etc, logo de inicio,mas faz-nos reflectir q de facto a degradação(ineficácia)  da mesma tem vindo a colocar a democracia em papos de aranha... com teias de interesses politicos/partidarios e outros,  tecidos em leis feitas à medida dos mesmos. E q emaranhado!!!

Qquer cidadão q se atreva a "meter-se" c/ o sistema judicial, sabe e sente isso. Qdo conseguiremos separar rotulos/sobre quem com frontralidade e clareza nos dá uma leitura da realidade? bahhhh

 

 


sinto-me: como a 2ª feira
música: Silencio

publicado por desanuviar às 10:24
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
ANTONIO BARRETO
álvaro Barrero, 67 anos, dedica-se hoje a tempo inteiro à presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde estuda Portugal e os portugueses
QUE ACRESCENTAR?????
 
Entrevista
álvaro Barrero, 67 anos, dedica-se hoje a tempo inteiro à presidência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde estuda Portugal e os portugueses

"Portugal está àbeira da irrelevância, talvez do desaparecimento"

por Maria João Avillez, Publicado em 01 de Março de 2009, JORNAL "Y"
 
A justiça está refém de grupos profissionais e os portugueses sem esperança. António Barreto em entrevista
 
Dedica hoje o melhor de si mesmo à Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), cujo grande objectivo é "pensar, estudar e contribuir para o melhor conhecimento da realidade portuguesa", como se lê na sua carta de princípios. Mas não é de agora que António Barreto, 67 anos, gosta de números, factos, dados. À excelência com que tem vindo a desenvolver e profissionalizar esse gosto não foi certamente alheio o convite de Alexandre Soares dos Santos para presidir ao conselho de administração da FFMS. Foi nessa pele que, com sedutora fluidez e um grande conhecimento de causa, este ex-ministro, ex-deputado e ex-dirigente partidário viajou comigo pelo país. Os resultados são ácidos, a radiografia má, embora - surpreendentemente? - não concorde que o país esteja doente: "O nosso problema não é doença nem asfixia, mas sim dependência, o que é muito mais grave". Com brilho, sabedoria e substância, explica porquê.

António Barreto, está a tempo e alma inteira na fundação que dirige?

A tempo inteiro. Estamos na fase inicial e a fazer coisas tão prosaicas como estatutos, legalização, escrituras notariais, etc. Um trabalho que me leva o dia inteiro, incluindo fins-de-semana e noites. É necessário pensar, criar os primeiros textos, delinear projectos, estudos, programas de trabalho a médio e longo prazo, procurar as pessoas que os possam levar a cabo...

Com que objectivo prioritário? Dotar o país de instrumentos para que ele se conheça melhor a si próprio?

A nossa prioridade é dar informação e instrumentos de conhecimento aos cidadãos. Aquilo que transmite informação faz homens e mulheres livres. E uma das lacunas de Portugal - por falta de hábito, de experiência, de cultura - é não ter cidadãos livres, informados, capazes de participarem de modo independente na vida pública.

Dirige uma fundação que não só é totalmente portuguesa como é a primeira a visar exclusivamente esses objectivos...

Fazer estudos sobre a realidade nacional, torná-los públicos e organizar projectos à roda deles, sim, é caso único português. Os think thank que conheço são organizações para pensar, promover e publicitar ideias, mas são organizações programáticas, têm um programa político. Como nos Estados Unidos, onde grande parte destas fundações servem para organizar a discussão pública promovendo as ideias dos partidos republicano e democrático. Portugal é uma sociedade diferente e nem foi essa a vontade do fundador nem a minha. Não somos um think thank, na medida em que não temos um programa político. Temos uma carta de princípios.

E têm o conselho científico e o de curadores. Actuam em nome de quê?

A carta foi aprovada pelos conselheiros e define justamente alguns princípios. Além dos princípios gerais da liberdade e da igualdade de oportunidades visa-se o reforço dos direitos dos cidadãos, para um maior conhecimento por parte deles, uma opinião mais participada e independente, para a melhoria das instituições públicas. Eis o que define uma missão e uma causa e não um programa político. É-me totalmente indiferente se houver colaboradores um bocadinho à esquerda ou um bocadinho à direita...

O que pode já anunciar?

Até à Primavera de 2010, creio poder ter já concretizados dois projectos a que chamamos, em linguagem interna, "permanentes" - durarão sempre. O primeiro - e digo-lhe o nome em primeira mão - chama-se Pordata, nome já registado, que serve para o mundo inteiro e para a net, sem acentos circunflexos, nem til, nem cedilhas... Por baixo há um subtítulo, "Base de Dados Portugal Contemporâneo": é a tentativa de agregar, organizar e homogeneizar os dados existentes sobre Portugal desde 1960 até hoje, em todos os domínios: demográfico, sanitário, educativo, populacional, emprego, desemprego, salários, vencimentos, justiça, cultura... Houve rupturas estatísticas nos últimos 20, 30 ou 40 anos que fazem com que muitas delas sejam deficientes e exista um enorme défice de informação pública. Não podemos obviamente produzir estatísticas - só as instituições oficiais o podem fazer -, mas estamos a coligi-las com uma fantástica colaboração do Instituto Nacional de Estatística - principal fonte de estudo - e ainda do Banco de Portugal, dos organismos da saúde e da educação, com as ordens, por exemplo, que têm dados interessantes sobre as profissões. Harmonizaremos depois tudo isto de modo a estar disponível para todos. É de graça e será feito de modo tão moderno quanto possível, como as melhores coisas que se fazem no mundo!

Mais?

A segunda iniciativa é uma espécie de contraponto desta. Os números - tenho uma grande atracção pessoal por eles - têm uma grande vantagem: sugerem factos. E não há boas opiniões sem bons factos por trás. Em paralelo vamos lançar - talvez na Primavera de 2010 - uma colecção de ensaios, no verdadeiro sentido da palavra. Contactámos dezenas de pessoas, algumas delas têm prazos já marcados. E todas vão ser surpresas.

Quais os temas?

Os que são relevantes na vida nacional: saúde, envelhecimento da população, natalidade, mortalidade infantil. Mas também a propriedade, o ensino do Português, a corrupção, a organização de certos aspectos da justiça processual. A ideia é organizarmos 10 ou 12 por ano com 60 a 100 páginas, no máximo. Não produzirão factos ou estatísticas, não terão uma linguagem hermética. Queremos que sejam acessíveis a todos, para que todos fiquem informados. Não ambiciono concorrer com as telenovelas ou o futebol, mas muitas das pessoas que vêem telenovelas ou futebol poderão estar interessadas em lê-los. Aliás, os termos de referência com os autores são sempre os mesmos: não se trata de um livro de um jurista para juristas, de um economista para economistas. Destinam-se a especular sobre ideias, e por isso lhe disse que eram o contraponto dos factos. Quero discutir como se nasce e morre em Portugal, discutir os pobres e os ricos, a liberdade das empresas, a dependência do Estado. Quero uma opinião fundamentada e uma discussão informada.

É como se estivesse debruçado sobre a sociedade portuguesa. Como é a nossa sociedade?

É muito antiga, o que deixa marcas e faz dela uma sociedade complexa. E preocupada com a sua memória. Eduardo Lourenço diz que os portugueses sofrem por ter identidade a mais e eu concordo. Habituámo-nos a viver da memória, o que cria frustração. É também uma sociedade que vive obnubilada, obcecada com o seu atraso. A ideia de que há um problema de subdesenvolvimento e sociedades que se desenvolvem menos que as outras deve ter começado cá há 200 ou 250 anos! Havia a memória da grandeza, mas quando a seguir vem a pobreza ou o atraso é pior, funciona como mito. E há a ideia da periferia. Ainda hoje os portugueses pensam que não estão no centro do mundo e das coisas. Há uma invenção de que Portugal estava no centro do Atlântico e fazia a charneira, mas não é a mesma coisa que estar no centro. É o facto de estar num canto da Europa não sendo bem Europa, não sendo bem África, não sendo bem Mediterrâneo, não sendo bem Atlântico. Os portugueses há 500 anos que vão para qualquer sítio, para a emigração, para África, para as conquistas, para o Oriente, para o Brasil ou para o Atlântico... e agora não sabem para onde ir. Não podem ir para a Europa porque já lá estão. Há quem diga que Angola é novamente uma oportunidade. É uma relação interessante, mas é preciso reconstruir, sarar feridas, fechar cicatrizes. Não faço a mínima ideia se vamos conseguir e se os angolanos vão conseguir...

Mas houve mudanças e aberturas...

Sim, décadas de abertura com a emigração, a televisão, o turismo e, depois do 25 de Abril, as liberdades, as viagens, a integração europeia, a adesão, a liberdade do comércio. Os portugueses ficaram a conhecer o que há de melhor no mundo e portanto a ambicionar o que há de melhor no mundo. As pessoas querem ter o sistema médico sueco, o escolar dos noruegueses, as estradas dos alemães, os automóveis dos ingleses. Ambicionar uma coisa medíocre é em si mesmo um sinal de mediocridade. Os portugueses querem o máximo, simplesmente não são capazes de fazer o máximo: não têm organização, nem capital, nem empresas, nem experiência, nem treino.

E porquê, justamente?

Porque já estamos atrasados há 250 anos, porque perdemos 15 ou 20 anos com a guerra colonial, com uma ditadura que durou, durou, com uma Revolução que fez disparates, disparates. Tivemos de revolucionar e fazer a contra-revolução, nacionalizámos e privatizámos. Foi uma perda de tempo, de recursos, de energia e abriu feridas. Ainda hoje noto que Portugal tem uma maneira de fazer política mais crispada que muitos países da Europa. O primeiro-ministro, o chefe da oposição, os partidos da oposição falam uns com os outros no Parlamento aos gritos, evocando problemas de honra, evocando a mentira, a coragem, a vigarice. Nos debates parlamentares de Madrid, de Paris, dos Estados Unidos, ou até de Itália vemos que as pessoas são capazes de falar racionalmente, com bons modos e educação, sem que lhes falte energia ou têmpera. Mas nunca com esta crispação portuguesa, que se vem mantendo ao longo dos últimos 20 ou 30 anos. No fundo, o facto de os portugueses serem os mais pobres dos mais ricos cria uma terrível frustração... Fazendo parte dos ricos - parece paradoxal mas é verdade, há 150 países mais pobres que nós -, somos o último deles, e isso aumenta- -nos a frustração. A distância entre o que temos e o que gostaríamos de ter é muito maior que noutros casos.

No início dos anos 70 a nossa situação era boa...

Continuo a pensar isso. Mas comparando com países que tiveram recentemente de fazer profundíssimas reformas, como a República Checa, a Polónia, a Hungria, a Eslovénia, dou-me conta de que estão a ir mais depressa e melhor que nós. Estão mais consolidados e, tendo menos anos de democracia, parece que têm mais. Têm melhor cultura, melhor formação e usam muito melhor que nós os meios que têm.

Qual a falta mais gritante?

Parece-me óbvio que há uma falta de empresários, de capitalistas. Será um problema ancestral? Vem da nossa maneira passada de viver e de gastar? Dos desperdícios? Do facto de os ricos portugueses terem vivido à sombra do Estado durante 200, 300 ou 400 anos? De o Estado ter ocupado tudo desde os Descobrimentos? Não quero ir por aí, mas o resultado é este. Há poucos empresários, poucos capitalistas com capitais, as elites são fracas e têm uma noção medíocre do serviço público. É raríssimo encontrar ricos, poderosos, famílias antigas, com um sentimento forte do contributo que podem dar à sociedade.

Que mais falta?

Falta literacia. Tínhamos há 30 anos a mesma taxa de analfabetismo que a Inglaterra de 1800. Em matéria de alfabetização havia 150 anos de atraso. Porque é que os portugueses não lêem jornais? A falta de hábito de ler os jornais é muito importante, porque o jornal é a fonte de informação que mais está virada para o raciocínio, o pensamento, a participação. Quem vê televisão está geralmente em posição passiva.

Mas hoje a imagem é rainha. O apetite por um jornal nunca igualará o da televisão...

Mas quem tem como informação exclusiva a televisão subordina o raciocínio, o pensamento, o estudo, o lápis que toma as notas, às emoções. É mais fácil ser livre e independente com um papel na frente do que diante de uma imagem que é fabricada com som e se dirige às emoções e aos sentimentos e não à razão - ou pouco à razão. Sou consumidor de televisão e da net, mas o que quero dizer é que, ao contrário de todos os países europeus, quando os portugueses começaram a aceder à escola e a aprender a ler, nos anos 50 e 60, já havia televisão. Não se fez o caminho que todos os outros países da Europa fizeram, que foi dois séculos a lerem jornais e só depois com uma passagem gradual para a rádio e para a televisão.

Portugal deprime-o?

Não. Entristece-me umas vezes, irrita- -me outras. O que se passa hoje com a justiça em Portugal entristece-me muito, mas também me irrita.

Quando se debruça especificamente sobre o mapa político e social o que o aflige mais é a justiça?

É. Há muito que falo disso e todos os anos com mais razão que no anterior. Não há alternativa para a justiça, como na saúde, em que se pode escolher o privado, ou na educação, onde se vai para outra escola. Na justiça não há alternativa e ainda bem, não deve haver. Mas a nossa justiça está hoje refém, capturada...

Por quem?

Pelos grandes grupos profissionais: o dos magistrados, dos procuradores e dos advogados, que são quem ordena e quem comanda a justiça, os operativos, os agentes. Não sei como lhes chame, mas qualquer nome é bom. Agora até já há sindicatos, que são uma espécie de infantaria avançada de cada um destes grupos. Há evidentemente centenas de juízes fantásticos. Sei que há, e é possível hoje fazer a diferença entre os 100 ou 200 tribunais que funcionam muitíssimo bem e os outros. Só que a sociedade portuguesa contemporânea está essencialmente nas grandes áreas metropolitanas, o resto é paisagem. Não é bem, mas conta muito menos. E o que se passa é que a sua vida privada, familiar, as sucessões, as heranças, os despejos, os contratos de trabalho, os requerimentos... tudo está hoje em causa porque não há justiça, não há recurso para nada nem para ninguém. Se quiser resolver um problema, recorre a quem? À justiça. Há 20 anos os magistrados vinham em primeiro lugar, era o grupo profissional que mais confiança merecia dos portugueses. Estão hoje em penúltimo lugar; abaixo só os deputados. É o grupo mais destituído da confiança dos portugueses. Os portugueses não confiam nos tribunais nem nos magistrados e isto é terrível, mina a alma, mina os sentimentos, mina o coração.

Como se inverte tal estado de coisas?

O poder legislativo e o poder executivo. Não há outra maneira. Em Portugal há uma confusão profunda entre independência e autogestão. A independência dos juízes é aquela com que, no tribunal, diante das partes, julgam e ditam a sentença, e não pode haver a menor beliscadura a essa independência. No entanto, isso não quer dizer autogestão, que significa organizar as carreiras, os dinheiros, as comarcas, as promoções, fazer nomeações e avaliações. Ora isso está totalmente em autogestão. Enquanto o poder executivo, através do poder legislativo - porque ambos representam o povo -, não tomar a iniciativa, a justiça piorará. Há meses que assistimos a ela estar cada vez pior, cada vez pior...

Tem a tentação de fazer comparações negativas entre a classe política de hoje e a gente do seu tempo, quando foi ministro, deputado, dirigente partidário, fundador dos Reformadores, o movimento político criado em 79?

Isso é ingrato, as circunstâncias eram tão diferentes... Eram tempos de grande empenho, grandes causas, quase de vida ou de morte. Hoje estamos na "vida normalizada", em que os políticos fazem carreira e ela pode produzir pessoas interessantes, ou não. Não é uma vocação, é uma carreira. Diz-se que muitas pessoas competentes saíram da política mas fizeram-no porque dantes ela era uma vocação que se confundia com uma causa. Hoje há certamente pessoas capazes, o que têm é uma maneira muito diferente de fazer política.

Diferente como?

Porque se fala tanto, há cinco ou seis anos, de um crescendo da propaganda política? Porque a vontade não é que as pessoas participem, mas que se limitem a subscrever, e passivamente. Se se quiser participação, há que respeitar as pessoas, dando-lhes conhecimento, informação e manifestando respeito pelas opiniões contrárias. Participar é isso. Quando não se quer que as pessoas participem faz-se propaganda: exigindo obediência ou impassibilidade.

Nunca houve como hoje um governo tão praticante da propaganda?

Há 15 anos que vem aumentando, aumentando... O último governo foi o que teve mais vontade e mais meios - que hoje são fantásticos: empresas, agências, inúmeras pessoas a trabalhar com esse objectivo...

Daí à tal "asfixia" vai - ou não vai - um passo?

O problema é a dependência, não a asfixia...

Prefere chamar-lhe "dependência"?

Prefiro, acho que é mais grave. Em Portugal quase toda a gente depende do Estado, do governo, das instituições públicas oficiais, dos superiores, dos empregadores. Não há verdadeiros focos de independência. Depende-se de muita coisa: do alvará, de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado que diz ao bom banqueiro que arranje uns bons dinheirinhos para fazer o investimento. A dependência é enorme. Não é asfixia, uma vez mais, é dependência. As pessoas têm receio pelo seu emprego, pelo seu trabalho, pelo trabalho da família. Conheço algumas que até têm receio de falar...

Já fomos mais independentes?

Há 20 anos havia mais independência em Portugal, nas associações, nas empresas... Durante o marcelismo, por exemplo, não havia mais independência mas as pessoas estavam mais dispostas a correr riscos e nessa altura eles eram bem mais pesados: metia deportação, cadeia, polícia. Hoje há muito menos disponibilidade para o risco porque a dependência é muito, muito forte.

O país está muito doente?

Está dependente, doente não. Há um fenómeno de esgotamento, de cansaço. Entre 1960 e 1995 houve uma verdadeira cavalgada: fomos o país que mais cresceu e se desenvolveu na Europa, com uma mudança demográfica completa, outra nos costumes, algo de absolutamente fantástico! De repente chegámos a 90 ou 95 e percebemos que não tínhamos inovado nem criado muito... Fizemos auto-estradas - qualquer país com um cheque na mão as faz -, mas não fizemos novas empresas, novos projectos, novos produtos. E perdemos muito do que tínhamos: demos cabo da floresta, demos cabo da agricultura, demos cabo do mar. Três coisas imperdoáveis, três erros históricos. E não sei se ainda é possível voltar a prestar atenção à floresta, à agricultura, ao mar...

No Portugal de hoje que há que valha

a pena?

Há coisas que se conseguiram: nas telecomunicações, na organização da banca, um bocadinho na universidade, outro bocadinho na ciência, numa ou outra indústria, na distribuição dos produtos de consumo diário (que está muito bem organizada). Mas são as excepções. No resto, importamos 4/5 do que comemos. Hoje, no produto nacional, 3% ou 4% são agricultura e alimentação, 20% ou 25% são indústria. Ou seja, produtos novos, feitos em Portugal, são 30%, menos de um terço. Que vamos exportar daqui a dez anos? E daqui a 20? Serviços? Quais? Financeiros, bancários, serviços de informações, serviços de quê? Estamos a quilómetros e quilómetros de distância da capacidade de exportação de serviços da Espanha, de Inglaterra, da França, dos Estados Unidos... Novas coisas, novas indústrias, novos projectos, novos planos, novas ideias, fizemos muito pouco. Chegados a 95, 96 ou 97, começaram a aparecer os países de Leste, apareceu a China, apareceram os grandes concorrentes. No fim da década de 90 já a Irlanda estava à nossa frente com inúmeras reformas feitas - embora hoje se encontre em dificuldades -, a Espanha também, e até a Grécia já nos estava a ultrapassar...

Que conclusão se impõe tirar? E isto para não lhe perguntar que caminho pisar...

Se não houvesse a Europa e se ainda houvesse Forças Armadas, já teríamos tido golpes de Estado. Estamos à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente. Duas coisas são necessárias para evitar isso. Por um lado, a consciência clara das dificuldades, a noção do endividamento e a certeza de que este caminho está errado. Por outro, a opinião pública consciente. Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres.

Poderemos estar à beira de uma crise institucional?

Com a justiça que temos, sim! Com a cultura dominante nos partidos, sim!

Em face de tudo o que me disse e daquilo que sabemos - do endividamento aos fumos de corrupção -, convinha que o país ouvisse mais o Presidente da República?

Penso que sim. Desde o conflito sobre o Estatuto dos Açores que está esgotada a cooperação estratégica, e com isso a boa saúde das relações entre os dois órgãos de soberania, Presidência e governo. Não creio que ainda se possa esperar mais alguma coisa. A não ser cordialidade institucional. Por isso defendo o envio de mensagens do Presidente à Assembleia da República. Os argumentos serão mais consistentes e terão o povo como testemunha. A opinião pública pode ser a grande parteira da democracia.

sinto-me: ELUCIDADA feedback de sp LÊ-LO
música: Maria Joao e Mario Laginhas "A m/ Pele" http://www.youtube.c

publicado por desanuviar às 02:31
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Sábado, 21 de Novembro de 2009
POLITICA OU POLITIQUICES
TUDO ISTO POR UMA DECISÃO DE UM MAGISTRADO PORTUGUÊS!
 
 
Sentido das Letras / Copyright 2008 - 11/20/2009 12:59 PM
 

Petição por Alexandra

 

 

Uma petição assinada por mais de 700 pessoas de 15 países pede ao presidente russo que reveja a situação de Alexandra Tsiklauri, a menina russa que foi retirada a uma família de Guimarães para ir viver com a mãe na Rússia.

Entre os signatários da carta dirigida a Dmitri Medvedev estão cidadãos da Rússia, Portugal, Estados Unidos, Espanha, Brasil, Canadá, Israel, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Luxemburgo, Moldávia, Ucrânia, República Checa, Suécia e Bélgica, que chamam a atenção do governo russo para as condições em que Alexandra vive com a mãe.

A petição alerta para o facto da mãe da criança, Natália Zarubina, continuar a ser alcoólica, e de ninguém da família trabalhar além da avó, pedindo ao presidente que tome medidas urgentes face a esta situação.


sinto-me: Aldrabada pela Justiça
música: Fungaga da Bicharada
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publicado por desanuviar às 17:25
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
AMBIENTE: CIMEIRA de COPENHAGNE

Vale pque sim andar neste

 

 

: http://copenhaga.blogs.sapo.pt

 

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

 

"Pintar os Andes para salvar gelo"

 

 

Diário de Notícias Pedro Vilela Marques 16 de Novembro de 2009 "Uma organização não governamental propõe uma solução no mínimo pouco ortodoxa para resolver o degelo dos glaciares nos Andes peruanos: pôr os agricultores locais a pintar de branco 3 mil quilómetros quadrados de montanhas, uma forma de reflectir os raios solares e evitar o aquecimento das rochas. Projecto ganhou concurso de ideias para salvar o mundo". Ler notícia completa em: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx? assim, nascem ideias :-)))) Imaginação, vontade , cooperação, trabalho, responsabilidade até global...


sinto-me: Happy de ler este projecto
música: WISE UP AMIEE MANN

publicado por desanuviar às 19:29
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
O q ñ se deve esquecer

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publicado por desanuviar às 13:47
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INTERNET MANIFESTO

 

http://www.ionline.pt/conteudo/22503-manifesto-internet-em-portugues

Manifesto Internet em Português

Publicado em 10 de Setembro de 2009
 
Um grupo de jornalistas alemães redigiu o Manifesto Internet em reacção à Declaração de Hamburgo. O Manifesto foi traduzido por Pedro Teichgräber e Paulo Querido.

 

 

O Manifesto Internet preconiza algumas transformações a levar a cabo na comunicação social com os objectivos de melhorar a sua prestação na internet e optimizar as relações com os diversos públicos utilizadores-produtores. Por aqui ficam os títulos dos 17 parágrafos que o compõem: 1. A Internet é diferente. 2. A Internet é um império dos media tamanho de bolso. 3. A Internet é a nossa sociedade é a Internet. 4. A liberdade da Internet é inviolável. 5. A Internet é a vitória da informação. 6. A Internet muda melhora o jornalismo. 7. A Internet requer gestão de ligações. 8. Ligações recompensam, citações enfeitam. 9. A Internet é um novo palco para o discurso político. 10. Hoje, liberdade de imprensa significa liberdade de opinião. 11. Mais é mais – não existe algo como demasiada informação. 12. A Tradição não é um modelo de negócio. 13. Os direitos de autor tornam-se um dever cívico na Internet. 14. A Internet tem muitas moedas. 15. O que está na Net fica na Net. 16. A qualidade permanece a mais importante das qualidades. 17. Tudo para todos


sinto-me: manifestam/ constipada eheh
música: Maria Joao e Mario Laginhas "A m/ Pele" http://www.youtube.c
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publicado por desanuviar às 13:09
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Novas Crónicas da Sala de Espera

Novas Crónicas da Sala de Espera

 

Para o PEDRO MÚRIAS:

 

Só ontem me deparei c "ISTO"! Mero acaso, vi no Face  da Anabela Natário. Perdi a contagem das vezes em que o procurei e que o tempo me permitiu..esta do tempo, para quem já arrecada 63 anos carrega nóias do caraças, relativam/ á falta de tempo heheheh  Emalei ao Luís Osório. AhJ))  q- sp me respondeu, dando-me notícias de si. Até uma ultima vez que me chateou..mas problemas por lá deveria ter ele.. para "aturar-me".
Qdo "aderi" ao RCP, aqui neste meu local solitário, pq sim, sério q me “deslumbrou”.. Parecia – me  q existiria interactividade entre quem ouve e emite... desilusão após outra,  lá fui ficando..havia programas q me "preenchiam", por ex. Ao fim da tarde. Alexandre Honrado, alguns a s/ colaboração com as "piadas" da hora do almoço, aqueles minutos entre o Luís Osório e o Camilo Lourenço, de manhã, recordo a cena do Freeport  e  os fonemas, nesse caso pra saber do preço de luvas... lololo com o seu colega ( ai o nome…) em que você conseguia dar um certo “tino”.. , e fiquei-me nas crónicas. Qtas vezes emalei para o informarem que lhe enviaria uma palhinha lá para o Hospital eheheh a propósito de falar sobre... procurei-o na Net e adicionei-me a um site de fotos.nessa esperança de o encontrar (tem fotos de pavões e eu tenho-os por aqui:-)) ao VIVO no meu zoo de liberdade... pois o seu amigo encontrava-o de manhã na "entrega" das filhas na escola
Até q dessintonizei... há pouco tempo lá coloquei o botão e apanhei " Em breve teremos o Pedro Múrias de volta..." continuei e népia... entretanto já se tinha ido o Luís Osório há tempos
. Ah; num gramo ouvir o RCP. Tá tão débil... num consigo atinar c alguns q por lá permanecem, pque apenas tenho pequenas "histórias" com eles que me “encanitaram " apenas por falta de ética... nem sei se tudo num terá começado pque me neguei a falar sobre a"ajuda" à menina de Moçambique.q sentido faria eu botar a voz nessa causa em directo? nenhum qto a mim.senti-me a pouco e pouco “ouvinte non grata".
Reflicto se tudo ñ foi um monumental desacerto ou se já pairava como se diz ag. “sound bites” desta mudança que é hje a RCP??
 Não obstante, encontrei o q num esperava: criticar na POSITIVA ñ será admitido, admite-se apenas que se elogie e /ou seja fã (algo me é difícil ser de algo ou pessoa, mas esta m/ forma de estar é apenas a minha e nada a acrescentar…). mas entendo q as criticas servem pra melhorar a estação ou outra plataforma..reflectir... enfim... tou INDIGNADA!!!!!! se assim o é, bora então ASSUMIR que somos POSSE das empresas espanholas... bahhh num consigo expressar mais o q me inunda... um abraço :-)

 


sinto-me: INDIGNADA
música: Já Agora: BARCELONA Freedie e Caballé
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publicado por desanuviar às 10:38
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
ACRESCENTAR AOS BLOGUES QUE ATINO

IRRA

Enganei-me!!!!

 

NOS BLOGS ESPECIAIS DEVE-SE LER ESTE:

 

 

http://tuganacheca.blogspot.com/

 

 

 



publicado por desanuviar às 17:40
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BLOGUES que ATINO :-))))))

 Nem sei se será assim, mas num encontrei forma de REALÇAR  BOLGUES que atino.

 

Num desvalorizo outros que leio, tá claro, mas estes são especiais, porque até hoje me são autenticos :-)))))) :  

 

http//aventuramontenegro.blogs.sapo.pt nah sei q é q ela fez ( né anhuca como euzinha) mas vai parar aqui:

 

http://www.facebook.com/profile.php?id=679942804&v=feed&story_fbid=144229527804#/joana.ramalho

 

- http://o-jacaranda.blogspot.com/

 

- http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/

 

-grizzly.pedro@gmail.com 

 

 

Hum tenho que fazer uma hirarquia nisto???  Acho q seria mais correcto....

 

Pois tb/ gramo "kuskar" :

 

http://sociedade-civil.blogspot.com/

 

http://prdantenaum.blogs.sapo.pt/

 

http://blasfemias.net/

 

http://passeiolivre.blogspot.com/

 

http://womenageatrois.blogs.sapo.pt/

 

http://apentefino.blogs.sapo.pt/

 

ETCCCCCCCCCCCCCCCC:.............................................................

 

HUMOR "Inquietante" :

 

- http://projectosdiferidos.blogspot.com/

 

ANIMAIS 4/2 PATAS ( por enqunto, nunca se sabe)  :

 

http://forum.avespt.com/  (coisinhas)

http://www.alterrial.com/ ( tem lá umas aves lindonas)

 

http://www.youtube.com/watch?v=Pv0JAyQbiJ4 ( Tenho praí 1 blog num encontro :-(((; Não obstante tento criar a motivação de verem este Hahahah

 

http://pitamarissa.wordpress.com/ ( tem uma quinta uauauauau e ums eguas Lusas uauauaua)

 

http://www.dressageportugal.pt/ ( hummm ainda num percebi.......)

 

Já chega. Ufff

 

 

 

 

 


sinto-me: 1/2 estação q- ñ se definife
música: http://www.youtube.com/watch?v=yGWt-Ebiv-Y&feature=related
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publicado por desanuviar às 17:33
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